segunda-feira, 30 de julho de 2012

BlogoTerapia

Já que hoje eu resolvi cancelar a terapia pra ficar em casa, então o blog vai servir um dos seus propósitos. Ouvir silenciosamente o que eu tenho para falar - no caso, escrever.

A vida não para. Tem sido muito agitada. Muito trabalho, muitos planos. Neve no fim de semana, pessoas para conhecer, almoços, jantares, encontros. Mas hoje deu vontade de ficar só. "Curtir" saudade. Curtir entre aspas porque ninguém realmente curte uma saudade.

Hoje é aniversário da minha tia. Eu esqueci. Pensei que era amanhã. Eu sempre me confundo. E sempre sei que vou me confundir. Será que um dia vou aprender?
E hoje a saudade bateu. Depois de dias intensamente compartilhados, é importante ter tempo só. Sentir o que o coração diz. Não negar.

Neste momento eu não posso negar a tristeza. A tristeza provocada pela saudade, pela vontade de neste momento estar na Pitigliano, lá em Goiânia, com a família. Com meu tio falastrão que me irrita, meus primos esquisitos, minha mãe fazendo cara de "nhe" porque não pode comer a pizza e meu pai conversando coisas da faculdade ou de notícias. Minha tia, a aniversariante em questão, sempre tenta agradar a todos. Nasceu com o dom de ser anfitriã. Isso ela e meu pai têm em comum. E eu vim com o mesmo gene... (usando de licença poética para dizer que isso é genético). Eu gosto de receber as pessoas, ter assunto com todos, sorrir, fazer com que os convidados se sintam bem-vindos. Festejar, celebrar, sentir que estou viva. Comer, desfrutar do prazer que os sentidos me dão. E hoje eu só queria isso. Estar em família. Aguentar todo mundo com uma ponta da impaciência e pouca preocupação. Chegar na "minha casa" sem me preocupar com o dia que vence o aluguel. Me jogar no sofá e ver qualquer bobeira enquanto mentalmente critico meus pais por irem dormir tão cedo. E depois finalmente ir deitar ouvindo os grilos do setor Jaó.

Hoje não quero ser a Eu atual. A ocupada, a "madrina", a responsável, a doida que faz esporte radicais ou mesmo a anfitriã. Hoje eu quero usar minha opção de backup. Voltar para o cenário que um dia eu abandonei. Voltar para "debaixo da asa", ali onde eu me sinto segura de tudo e responsável por pouco.

E em cada lágrima cai um pouco desse sentimento... Essa saudade que eu sei que nunca vai me deixar. Essa doença chamada "entre-lugares" que nunca vai deixar de me acompanhar. E é por isso que eu aceito o sentimento, as lágrimas. Não luto contra. Que venham... mesmo contra minha vontade. Porque hoje nada mais me diverte. Hoje não é dia de me divertir... é dia de sentir solidão, estar só. Eu, meus monstros, minha saudade...

Se eu tiver sorte e se Deus quiser... amanhã o sol nasce de novo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Here we go again

It's been over a year. Well over 400 days I'm pretty sure.
But here I am, back at blogging.

I cannot deny, I love writing and there's no reason to stop it. So let it roll...

And we begin with High Hopes...and Low Expectations...

:)